<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250</id><updated>2012-02-16T03:43:43.785-08:00</updated><title type='text'>A Bela e a Fera</title><subtitle type='html'>Ela apaixonou-se por um homem cujo rosto não podia ver....</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-6307238171051584245</id><published>2012-02-03T03:44:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T03:44:25.100-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 3 -Final</title><content type='html'>— Vá, experimente — encorajou ela, e Pâmela abriu a porta. Vanessa apressou-se a ajudá-la a descer, e logo Pâmela corria para os brinquedos. Os brinquedos eram grandes e sólidos, e Vanessa sorriu, ao ver Pâmela escorregar uma, duas, três vezes, sem cansar da brincadeira. A menina correu para o balanço, experimentando-o, até ver a caixa de areia, cheia de brinquedos. Ela sentiu a presença de alguém, e viu que Billy se aproximara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vou levar as malas para cima — disse, estendendo a mão para pegar as chaves. Ela entregou-as, mas não se mexeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ela parece com ele — disse, suavemente. E Vanessa observou Pâmela, imaginando o quanto seria parecida com o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, Pâmela saiu correndo para eles e parou em frente de Billy, observando-o atentamente. Vanessa percebeu que ela imaginava que Billy fosse o pai. Ela apresentou-os, e viu o sorriso da criança desaparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Como vai, senhorita? — Billy agachou-se na frente da menina, e os velhos joelhos estalaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pâmela olhou com surpresa os jeans reforçados nos joelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Dói?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não. Só faz barulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Meu pai foi ferido. Muito ferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim, meu bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Conhece o meu pai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Claro que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Acha que ele vai gostar de mim? — A voz dela tremia, e Billy trocou um olhar com Vanessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim, princesa. Ele vai gostar muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas onde ele está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Billy endireitou-se e olhou para as janelas, no alto do castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Lá em cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pâmela ficou ao lado dele, olhando para o alto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zachary olhou para a filha, e amou-a de imediato. Ele a vira brincando, os cabelos tão escuros quanto os dele, os olhos da mesma cor. Ela também tinha o mesmo sorriso. Como devia ter sido difícil para Tânia, olhá-la todos os dias, e vê-lo à sua frente, pensou, aproximando-se mais da janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pâmela ergueu o braçinho e acenou, e Zachary desejou descer correndo para apertá-la nos braços, dizer o quanto a amava, como iria protegê-la e como estava feliz em tê-la ali. Mas não podia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantendo-se um pouco afastado, acenou, o olhar desviando-se para Vanessa. Ela também olhou, apoiando-se no carro, de braços cruzados. O olhar dela dizia tudo, que deveria vir e brincar com a filha, e acima de tudo, indagava como podia resistir à criança? Será que ela não entendia como gostaria de descer? Como gostaria de estar ali, abraçando-a e fazendo com que esquecesse toda dor? E que ficar longe dela o feria mais do que à própria filha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Billy já estava entrando com as malas, e Vanessa dizia algo para a menina. E quando Pâmela segurou a mão de Vanessa, quase esmurrou a janela. Devia ser eu. Pâmela, era filha dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa preparou o almoço para Pâmela antes de subirem para o quarto, imaginando que depois de ver as coisas maravilhosas que o pai preparara perderia a fome. Depois, disse à menina que o quarto dela era em frente ao seu, do outro lado do corredor, e que poderia ir até lá quando quisesse, de dia ou à noite. Enquanto desfazia as malas, Pâmela examinava os brinquedos, o enorme urso de pelúcia, quase do tamanho dela. Ao subir na cama, apertou urso contra o peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Está com medo? É muito alta? Pâmela olhou-a diretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não. — Ela parecia deslumbrada, e bocejou. — E tão lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É mesmo. Eu gostaria de ter tido um quarto assim, quando era da sua idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E que tipo de quarto você tinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Era pequeno e escuro — respondeu Vanessa, continuando a arrumar as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E eu o dividia com minhas irmãs. — Ela não disse que o telhado era de zinco, e que gotejava forte quando chovia, muitas vezes sobre a cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Irmãs?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Tenho duas, mas são casadas — explicou. Eram mais novas do que ela, pensou, sentindo uma pontada de inveja. Ela quase se casara com o homem errado. Um homem que a desejara apenas pelo rosto bonito, pelos títulos de beleza, como o ouvira dizer ao padrinho. Queria mostrá-la como um troféu, e continuar com a amante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa fechou os olhos, afastando o sentimento de humilhação. James fora o ponto culminante de uma vida em que todos viam apenas sua aparência. Sabia que também era responsável por isso, já que participara de muitos concursos, desejando usar os prêmios para conseguir uma vaga na faculdade, e construir uma carreira. Ainda assim, acreditara que ele a amava, e quando o sonho se desmanchara, tinha perdido muito mais do que o noivo. Perdera a auto-estima, já que James lhe dera tudo o que podia desejar, como se desejasse comprá-la. Tudo, menos amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Talvez possa conhecê-las — disse, por fim. — Minha irmã, Jolene, tem uma filha pouco mais velha do que você. — Quando não teve resposta, Vanessa virou-se e viu Pâmela adormecida, agarrada ao enorme urso. Sorrindo, ajeitou um travesseiro sob a cabeça da menina, tirou-lhe os sapatos, e cobriu-a com um acolchoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pâmela suspirou, mostrando que o dia fora longo demais para uma menina tão pequena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijando-a na testa, desligou as luzes e saiu, fechando a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente sentiu a presença dele e virou-se para a escadaria, no fundo do corredor. Na semi-escuridão podia ver-lhe as pernas, dos joelhos para baixo, e a mão, apoiada no corrimão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ela está bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim, mas está exausta, e adormeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Obrigado, Vanessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Por nada. Ela quer vê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sabe que não posso fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ela precisa do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vanessa... Por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor, por negar a si mesmo o contato com a filha, expressava-se na voz dele. Naquele instante, Vanessa percebeu o quanto aquele homem era solitário, e como devia ser difícil ter duas mulheres naquela casa, depois de ter andado por ali, quando e como desejasse, por quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ela está se sentindo sozinha e com medo. Tudo é novo para ela, e embora esteja adorando as novidades, ainda quer vê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas não pode. Não quero amedrontá-la ainda mais. E não sei nada sobre garotinhas, ou como cuidar delas. Mas você sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não queria discutir, não com Pâmela tão perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não vou ficar aqui para sempre — retrucou, entrando no próprio quarto e fechando a porta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edward suspirou. Ela continuaria ali por quanto tempo ele desejasse, e só de pensar que poderia partir, ficava nervoso. Ele observou as pequenas luzes junto ao chão, que iluminavam o corredor, e a porta do quarto da filha. Não queria que nenhuma das duas o visse, mas a vontade de ver a filha foi mais forte. Descendo os últimos degraus, atravessou o corredor e abriu a porta do quarto de Renesmee, entrando silenciosamente. Bem devagar, aproximou-se da cama, olhando a criança adormecida. Parecia tão inocente, tão indefesa. E era tão pequena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estendendo a mão, tocou uma mecha de cabelos, e então, incapaz de resistir, acariciou o rosto macio com as costas da mão. A pele era macia, fresca. Ela era linda, e o coração de Zachary apertou-se. Queria tomá-la nos braços, beijá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Papai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra quase o fez chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim, princesa, estou aqui. Volte a dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pâmela mexeu-se na cama e Zachary cobriu os ombros delicados, carinhosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Papai ama você — sussurrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio adormecida, Pâmela segurou a mão dele. Por um instante, Zachary ficou imóvel, temendo que ela percebesse as fundas cicatrizes no pulso, mas já voltara a dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não querendo arriscar-se a encontrar Vanessa, pensou em usar a passagem secreta, mas a raiva foi mais forte. Afinal, aquela era a casa dele. Saindo do quarto, subiu a escada, e já estava quase chegando em cima, quando Vanessa abriu a porta e saiu depressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apressando o passo, ele penetrou na escuridão, sabendo que os olhos dela levariam alguns segundos para ajustar-se à falta de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sr. Efron — chamou, suavemente. Imediatamente sentiu-lhe o perfume e estremeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sr. Efron. Ele parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Estou ignorando você. Indo embora. Será que não entendeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Psiu. — Ela aproximou-se. — É claro que percebi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não dê nem mais um passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O que vai fazer? Me despedir? — perguntou, sabendo que ele não poderia fazê-lo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Há outros modos de fazê-la ficar longe — disse, ao vê-la desobedecer, aproximando-se ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Por exemplo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Deixá-la ver meu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não tem uma boa impressão a meu respeito, não é? — sussurrou ela, olhando fixamente para a sombra, onde ele se escondia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia compaixão na voz dela, talvez piedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pelo contrário. Tenho uma impressão boa demais. Zachary deu um único passo, aproximando-se perigosamente, e o calor do corpo alto penetrou instantaneamente as roupas dela. O desejo de apoiar-se nele era muito forte, e o modo como seu corpo respondia ao dele fazia imaginar que já o conhecera em outra vida, outros tempos. Era como uma fome, um desejo incontrolável. Mas não podia. Já fora usada antes por sua beleza, e ali estava um homem que desejava usá-la, novamente, só que desta vez como uma barreira entre ele e a filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E tem raiva por precisar de mim. Desejaria que fosse outra pessoa, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim — sibilou ele, como uma serpente pronta para o ataque. — Vejo seu rosto, perfeito, e sinto cada cicatriz, como se tivesse acontecido ontem. — A voz dele tornou-se ainda mais baixa. — E então sinto como sua respiração acelera quando me aproximo, sinto seu corpo pulsar, como agora e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras saíram antes que pudesse controlá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Faz você sentir-se como um homem, não um heremita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele gelou, como se cada músculo do corpo estivesse paralizado. O desejo de tocá-lo era tão forte, que mal podia resistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Zachary...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra pareceu despertá-lo. Virando-se depressa, subiu a escada, de volta ao santuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta batendo foi como um tiro no escuro, fazendo-a recuar contra a parede, cobrindo o rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora ele não viria mais para a luz. Estragara tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim do capítulo III.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-6307238171051584245?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/6307238171051584245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2012/02/capitulo-3-final.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/6307238171051584245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/6307238171051584245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2012/02/capitulo-3-final.html' title='Capítulo 3 -Final'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-9088955065831764483</id><published>2012-02-02T15:28:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T15:28:48.423-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 3</title><content type='html'>— Olá, sou Vanessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Olá — respondeu a garota, sem mostrar o rosto. Katherine afastou-se um pouco, forçando Pâmela a fitá-la. Vanessaa sentou-se no chão, com as pernas dobradas sob o corpo, como se tivessem todo o tempo do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Foi uma semana bem difícil, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Bem, agora vou cuidar muito bem de você, Pâmela. — A menina ainda parecia pouco à vontade. — Eu prometo. Sei fazer uma porção de coisas. Podemos brincar na praia, andar de bicicleta, e talvez andar a cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia pareceu agradar, e Pâmela rezou, baixinho, para que ainda se lembrasse de como cavalgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Seu pai tem três cavalos, e não acho que façam muito exercício. Teremos que cuidar deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Viu meu pai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança na voz da menina fez o coração de Vanessa se apertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim. Ele é muito simpático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mamãe disse que ele foi ferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sua mãe tinha razão. Foi sim. Mas agora está bem. — Não pretendia assustar a menina com detalhes assustadores. — Só não gosta que fiquem olhando para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sobrancelhas de Pâmela ergueram-se, como se estivesse tentando entender por que não queria que olhassem para ele, se estava bem. Vanessa pretendia adiar o encontro dos dois, até que Pâmela estivesse acomodada e à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Então, está pronta para ver sua nova casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pâmela assentiu, mastigando a ponta do suéter que vestia. Vanessa estendeu a mão, tirando-o delicadamente da boca da menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Fale. Não consigo ouvir o que está dentro da sua cabeça. A garotinha quase sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim, senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vai adorar, Pâmela. É um castelo, como o da Cinderela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa levantou-se e estendeu a mão. Pâmela olhou para Katherine, suspirou, e então segurou a mão de Vanessa, que mal pôde esconder a alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; — Não gostaria de vir até a casa? — convidou. — Tomar um café, antes de pegar a outra balsa? — Algumas pessoas já passavam por elas, a caminho do barco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Katherine sacudiu a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Acho melhor deixar que se conheçam melhor. Telefono mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Gostaria que fizesse isso — e, baixando a voz, completou: — Já que não há nada de temporário neste trabalho, e sabe bem disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ele precisa dela, Vanessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Eu sei, mas... — Olhando para baixo, viu que a garotinha as observava, curiosa. Vanessa trocou um olhar com Katherine, indicando que poderiam conversar melhor ao telefone. Katherine sorriu, e inclinou-se para beijar Pâmela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Você vai ficar bem Pâmy. — disse Katherine abraçando Pâmela.A criança passou os braços em volta do pescoço de Kat, agarrando-se com força por alguns instantes. O coração de Vanessa apertou-se. Como devia sentir-se insegura e amedrontada, sendo Katherine a única pessoa que conhecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kat acariciou as costas da menina, dizendo que a amava muito, e logo viria visitá-la. Pâmela soluçou, correndo para Vanessa, assim que Katherine soltou-a. Com um sorriso, Vanessa levou a criança até o carro, colocando-a no banco da frente. Depois de acomodar-se atrás do volante ligou o motor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pronta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pâmela olhou-a com os olhos muito azuis e assentiu, mordiscando a ponta do suéter. Vanessa percebeu o brilho das lágrimas e inclinou-se, abraçando-a e sussurrando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Tudo vai dar certo, querida. Sei que está com medo. Os dedinhos delicados apertaram-na com força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Quero ir para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos de Vanessa encheram-se de lágrimas. A menina parecia tão triste e perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vou levá-la para casa, e será uma grande aventura descobri-la aos poucos. Não acha que vai ser divertido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pâmela deu de ombros, e Vanessa acariciou os cabelos brilhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinham um longo caminho a percorrer juntas, e imaginou por quanto tempo ficaria ali. Ou se algum dia desejaria partir. Pois percebia que estava começando a amar aquela garotinha perdida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No instante em que a casa apareceu na frente delas, Vanessa percebeu que Pâmela prendia a respiração, maravilhada, esticando o pescoço para ver melhor. Vanessa dirigiu pela estrada de terra, cheia de lombadas, até chegar à garagem, esperando que a vista da praia, do estábulo enorme e do grande jardim atraíssem Pâmela. E aconteceu, especialmente por causa do escorregador e do balanço, que não se encontravam ali no dia anterior. Parando o carro, desligou o motor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-9088955065831764483?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/9088955065831764483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2012/02/capitulo-3.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/9088955065831764483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/9088955065831764483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2012/02/capitulo-3.html' title='Capítulo 3'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-5362535235250775646</id><published>2011-05-03T04:19:00.000-07:00</published><updated>2011-05-03T04:19:57.031-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 3 -6 partes</title><content type='html'>Era um tolo. O abandono da mulher não lhe ensinara nada, ou não teria tocado Vanessa. Sentado na escrivaninha, o sol nascendo atrás dele, Zachary bateu nas teclas, fazendo uma porção de erros, até desistir, empurrando o teclado. Recostando-se na cadeira de couro, fechou os olhos, e quase pôde sentir a maciez daquele corpo que tanto desejava tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que homem não desejaria fazê-lo, pensou. O corpo de Vanessa era curvilíneo, e ela tinha um jeito de andar que quase o enlouquecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sacudiu a cabeça. Seria mais difícil do que tinha pensado, e sabia que a lembrança de tocá-la seria tão torturante quanto a própria ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a babá, lembrou a si mesmo. Fora contratada para ajudá-lo.&lt;br /&gt;Levantando-se, foi até a janela. Que Deus me ajude, pensou. Vanessa era o sonho de qualquer homem. E estaria ali por muito tempo, provocando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrás dele, o e-mail soava, o fax gemia, e Zachary ignorava tudo, os olhos presos à faixa de areia lá embaixo. Havia pegadas no solo úmido, e imediatamente soube que eram de Vanessa. Será que levaria Pâmela para longos passeios, à procura de conchas? Será que Pâmela gostaria dali? E do quarto, dos brinquedos? Ou ficaria assustada, com medo? As perguntas surgiam-lhe na mente, e teve que admitir que não sabia nada sobre a filha de quatro anos. Mas Pâmela era tudo que tinha no mundo, e faria o possível para que nada lhe faltasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exceto você mesmo, disse uma voz interior, e a culpa dominou-o. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se nada daquilo fosse suficiente, e traumatizasse a menina? Era tão pequena, inocente. No momento, não tinha dúvidas de que Vanessa cuidaria de tudo. Era encantadora, mesmo com aquela língua afiada, e suspeitava que Pâmela acabaria se divertindo, depois de ter passado de um amigo para outro, após o acidente. Tanto ele quanto Tânia não tinham família. Soubera da morte da mulher por um policial, e cinco dias depois um advogado, executor do testamento de Tânia, o informara da existência da filha. Com a permissão dele, Katherine Davenport tirara Pâmela do abrigo do Serviço Social, e tomara providências para arranjar uma babá, e trazer a menina para a ilha. Era tudo tão frio, formal. Tânia escondera a criança até a tragédia acontecer. Mas ele tivera tempo suficiente para pensar na mulher que havia conhecido num baile de caridade, e com quem se casara, sete anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tânia tinha sido linda, como uma boneca de porcelana, embora durante o casamento tivesse ficado cada vez mais egoísta e exigente, gostando muito mais do estilo de vida que tinham do que dele. Agora percebia que ela gostava das empregadas e cozinheiros, e que quanto mais lhe dava, mais queria. Até que ele desejara ter filhos, parar de viajar o tempo todo. Ela havia discutido e reclamado, até Zachary ceder. Devia ter engravidado naquela noite selvagem, na praia, na véspera do acidente. Apesar disso, quando o acidente o privara da beleza que a atraíra, Tânia o abandonara. Não a culpava por tê-lo feito. Era frágil, imatura, e ele por certo não fora mais o mesmo homem. Nem por fora, nem por dentro. Tentava imaginar o que Tânia dissera a Pâmela sobre ele, mas logo desistiu. &lt;br /&gt;Não fazia diferença. Suspirando, voltou a trabalhar no computador, até que uma voz suave soou no interfone:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Muito trabalho sem comer, deixa o sr. Efron de mau humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zachary sacudiu a cabeça, com um meio sorriso. Apertando o botão do interfone, perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Preparou alguma coisa? — O estômago dele roncou, diante da perspectiva de uma refeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim. E Billy não vai conseguir comer tudo. — Houve uma pausa, mas logo ela continuou: — Nunca fui capaz de cozinhar para menos de seis pessoas. Ainda bem que gosto de sobras, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zachary imaginou se alguma vez ela ficava de mau humor, e sentiu-se grato por não mencionar a noite anterior. Não queria a piedade dela. Já aprendera o suficiente a esse respeito com a ex-mulher. Não podia esquecer o modo como ela se encolhia, cada vez que tentava tocá-la. Sacudindo a cabeça, pensou em como fora tolo na noite anterior. Mas parte dele queria saber se Vanessa sentira o mesmo calor que o invadira. Nem Tânia conseguira provocar uma reação como aquela, e ele a amara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Estou com fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa tentou não gostar tanto da voz dele, nem lembrar-se de como parecera sedutor na tênue luz da varanda. Mais uma vez se perguntava como podia sentir tanta atração por um homem que nunca vira, embora soubesse que a aparência, o dinheiro ou o charme, pouco tinham a ver com o que o corpo dizia. E o corpo de Zchary Efron dizia muita coisa. Vanessa só esperava que o seu não entendesse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vou levar aí em cima — disse, por fim. Ele detestava estar isolado ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Obrigado — agradeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um momento de silêncio, e então ela disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Recebi seu e-mail com as regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E estou certo de que quer fazer algum comentário — retrucou ele, e quase podia ver como ela cerrava os lábios, furiosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Alguma delas é negociável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Por exemplo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Esta sobre não ir ao terceiro andar. Como a empregada vai fazer a limpeza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ela conhece as regras. Avisa antes de subir, e eu simplesmente vou para outra parte da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Entendo. — Zachary ouviu-a suspirar. — Essa comunicação pelo interfone é tão impessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É assim que tem que ser, Vanessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá embaixo, na cozinha, ela encostou a testa na parede. Cabeça dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Nada é imutável, sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não. — Ele parou por alguns instantes. — O que você quer, Vanessa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irritação dele atingiu-a, provocando uma reação imediata. O que queria? Apenas uma vida normal. Antes que Pâmela chegasse. Mas sabia que Zcahary continuaria resistindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Nada — respondeu, suavemente. — Acabarei dando um jeito de contornar as regras. Especialmente esta, de não andar pela casa a noite. Gosto de tomar chocolate quente, olhando as estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Então deve estar se sentindo em casa aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zachary queria que ela se sentisse à vontade, especialmente com Pâmela chegando na manhã seguinte. Estava desesperado para que ficasse, especialmente depois que Katherine Davenport ligara naquela manhã, dizendo que não encontrara uma substituta qualificada.Zachary achou que estava zangada com ele, e não estava fazendo muito esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos mais tarde, ouviu uma batida na porta. Edward aproximou-se, espiando pelo visor. Ela era mesmo persistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Deixe aí mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela mostrou a língua para a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Encantadora, srta. Hudgens — disse, secamente. Vanessa sorriu, sem jeito, e colocou a bandeja de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sobre a noite passada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zachary gemeu, baixinho, e apertou o botão do interfone, junto à porta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Foi errado tocá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Por quê? Ele piscou, surpreso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É a babá da minha filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Muito conveniente, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela recuou um passo, diante do tom da voz dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Bem, estou aqui, sou mulher e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É linda demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lábios dela apertaram-se, revelando toda a amargura que sentia. Quase desejou ter cicatrizes, como Efron. Pelo menos saberia que os homens não a desejavam só pela beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não é o que quis dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Está imaginando há quanto tempo não tenho uma mulher? A voz rouca fez os joelhos dela fraquejarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É claro que não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mentirosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela cruzou os braços, olhando para a porta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ofender o outro é uma atitude infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Desculpe-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Esqueça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Está bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Vanessa duvidava. Especialmente depois que a evitara cuidadosamente, e depois a agarrara como se fosse a tábua de salvação de um náufrago. Ainda assim, não podia ignorar a eletricidade que os envolvera, o calor que percorrera seu corpo. E a vontade que sentira de tocá-lo, de provar a força daquele corpo alto e rijo. Ele a fizera sentir-se pequena, indefesa, e naqueles poucos segundos, protegida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era algo que pudesse esquecer facilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Se quiser mais, é só pedir — disse ela, afastando-se e descendo a escada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zachary pegou a bandeja, e admirou a enorme variedade de comidas: ovos, panquecas, salsichas, bacon, café, torradas, geléia e biscoitos. Teria que correr mais alguns quilômetros para queimar tudo aquilo, pensou, saboreando as delícias. E tentando não pensar na mulher que as preparara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o resto do dia o contato entre eles foi mínimo. E Zachary esperou, impaciente, que a noite chegasse. As sombras o protegiam e lhe davam liberdade. Sentia-se como um vampiro, condenado à escuridão. A noite era sua amiga, embora amasse o dia, o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora olhava para a mulher que dormia no sofá, com um livro aberto sobre o peito. Ele inclinou a cabeça para ler o título. Crianças e Pesar. Mais uma vez, pensou em como Pâmela iria se apoiar nela, enquanto ele desejava confortá-la. Como queria abraçar a filha, acariciá-la, saber tudo sobre ela, vê-la crescer e aprender. Mais uma vez amaldiçoou Tânia por não ter lhe permitido compartilhar a vida de Renesmee. Então percebeu, com enorme pesar, que estava confiando em Vanessa, para amar a filha no lugar dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa viu a balsa chegar e a grade de segurança ser levantada. As pessoas começavam a sair do barco, e ela procurou a garotinha na multidão, com a acompanhante que a traria até ali. O que viu foi à criança mais linda que jamais vira, de cabelos escuros, rosto angelical, agarrada à mão de Katherine Davenport.&lt;br /&gt;Olhando para a ex-colega de faculdade, Vanessa sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Fico feliz que você a tenha trazido. Katherine olhou para a garotinha e sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Achei que alguém familiar seria melhor do que um estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa podia ver as perguntas nos olhos de Katherine, desejando saber como iam as coisas com Zachary Efron. Sem querer lhe dar qualquer indicação do que acontecera na noite anterior, ficou grata ao ver que um homem se aproximava e pegava as malas de Pâmela. Vanessa acompanhou-o até o carro que Zachary lhe permitia usar, e ele colocou as malas no banco de trás. Depois de pagá-lo, voltou para o par que a aguardava. Vanessa ajoelhou-se e sorriu para Pâmela. A garotinha enterrou o rosto na saia de Katherine. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que eu tenho que implorar comentários?&lt;br /&gt;Pois então aqui vai:12 comentários ou nada de mais posts&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-5362535235250775646?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/5362535235250775646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2011/05/capitulo-3-6-partes.html#comment-form' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/5362535235250775646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/5362535235250775646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2011/05/capitulo-3-6-partes.html' title='Capítulo 3 -6 partes'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-716610934107511001</id><published>2011-03-26T15:43:00.000-07:00</published><updated>2011-03-26T15:43:22.768-07:00</updated><title type='text'>4 partes do Capítulo 2</title><content type='html'>— Está me observando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Como sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Posso sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que sabia que ele também podia senti-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E o que sente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa parou. As palavras, murmuradas num tom suave, convidavam à intimidade, trazendo um desejo inesperado. O coração dela disparou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É como uma invasão. — Ela arrumou os legumes numa travessa, cobrindo-os com água. — E não gosto disso — completou, colocando-os na geladeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É uma mulher muito linda, Vanessa. Que homem não a olharia? Você sabe disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim, sei como as pessoas valorizam a aparência — murmurou, desligando o forno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Eu também — declarou Edward, num tom amargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Então temos algo em comum. — Ela tirou a última assadeira do forno, colocando-a sobre o fogão, antes de virar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha desaparecido. Como se um vento frio a atingisse, soube que não estava mais ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Também não gosto disso, sr. Efron — gritou, para a casa vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve resposta, e nem ela esperava isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zachary desceu pela escada de serviço trazendo os pratos do jantar. Depois de colocá-los na lavadora, pegou um biscoito na assadeira sobre o fogão. Mastigando, atravessou a sala de jantar e chegou à biblioteca, estranhando o ar frio que penetrava na casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar na sala de estar, parou de repente. Cada fibra do corpo dele reagiu ao vê-la.Vanessa estava na varanda, atrás da sala, e as portas francesas estavam completamente abertas. As mãos dela apoiavam-se na grade, e o roupão leve, verde-claro, flutuava ao sabor da brisa da noite sem lua. A frente dela, o mar batia no cais, iluminado apenas pelas luzes suaves que cercavam a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zachary poderia jurar que estava vendo um anjo. O vento erguia os cabelos acobreados, fazendo-os flutuar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não é fantástico? — perguntou ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele enrijeceu, sentindo-se encurralado na própria casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não é? — insistiu, virando-se levemente na direção dele. Zachary sabia que não podia vê-lo claramente, com a luz&lt;br /&gt;trás dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Gosta deste tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa voltou a olhar o mar. Ao longe se viam relâmpagos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É meu favorito. Tempestades, trovões, chuva... Zachary percebeu que ela lhe dera as costas de propósito,&lt;br /&gt;dando-lhe a chance de se aproximar. O gesto o comoveu, mas ao mesmo tempo deixou-o inquieto. Será que ela viraria de repente e começaria a gritar? Ainda assim, reconheceu que não podia resistir ao desejo de se aproximar mais um pouco. Saindo para a varanda, encostou-se nas cortinas que voavam pelas portas abertas e que podiam lhe dar alguma proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Obrigado pelo jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela deixara a bandeja do lado de fora da porta do quarto dele, numa mesinha que carregara para cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Por nada. Não precisa comer lá em cima, sozinho, sr. Efron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O que pretende? Que jantemos como duas pessoas civilizadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Acho que já sabe a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E o que devo dizer a Pâmela? Sinto muito por ter perdido sua mãe, e olhe, na verdade não tem um pai. Apenas um benfeitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Diga a ela o que achar melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sei que se importa, sr. Efron. Vi o quarto dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Só porque não quero vê-la, não significa que não quero que fique confortável aqui. Não percebe? Ela é uma criança. Um simples olhar para o que sobrou do meu rosto, e terá pesadelos por uma semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ele sacudiu a cabeça. — Acho que devo poupar a nós dois dessa situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa chegou mais perto, e viu que ele cruzava os braços à frente do peito, numa atitude defensiva. O gesto era claro. Não poderia alcançá-lo. Não agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Acha mesmo que uma criança vai se satisfazer com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Terá que ser assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas sou uma estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Eu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa suspirou, frustrada, cerrando os punhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É um homem muito difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um instante de silêncio, antes de ele responder:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Só quero protegê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Impedi-la de conhecê-lo não é proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Por acaso é uma autoridade em crianças? — A voz dele revelava descrença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Tenho alguma experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco importava o tom crítico na voz dele, pensou Vanessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não gosta que outras pessoas vejam o que lhe aconteceu, e então se esconde. Só vê aquilo que quer. Não tive filhos, mas gostaria de ter. Fui professora na escola da embaixada por vários anos, e cursei psicologia infantil na universidade. Além disso, sou a mais velha de cinco irmãos. Não acha suficiente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com raiva, afastou-se da grade e já ia entrar, quando Zachary segurou-a pelo braço. Os dois foram envolvidos pelas dobras das cortinas que flutuavam ao vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim. É suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa mal conseguia respirar, e seu coração batia acelerado. Ele era um homem grande, forte, e os dedos circundavam-lhe o braço, impedindo-a de mover-se. Estava consciente da proximidade dele, do perfume masculino, do corpo que quase tocava o dela, fazendo-a estremecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era misterioso, intenso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a atraía não era a solidão dele, nem a amargura. Era o homem que sofrera muito, mas sobrevivera. Que não deixara ninguém se aproximar. Vanessa viu a sombra da cabeça dele aproximar-se e soube que desejava beijá-la. E quase desejou que o fizesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Você tem perfume de... liberdade — sussurrou ele, cada célula do corpo gritando que era um homem, e que ela era uma linda mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sabendo que devia fazer anos que ele não estava com uma mulher, que devia afastar-se depressa, Vanessa foi incapaz de resistir ao desejo de tocá-lo. Erguendo a mão, colocou-a no peito forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respiração dele ficou ofegante, e num gesto brusco afastou-se, subitamente consciente do que acontecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não quero sua piedade, e isto é errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele afastou-a e Vanessa perdeu o equilíbrio, enquanto Zachary entrava depressa, desaparecendo na casa, de volta à sua caverna escura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria dizer-lhe que a última coisa que sentira em seus braços era piedade. Mas ele já se fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim do capítulo II.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-716610934107511001?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/716610934107511001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2011/03/4-partes-do-capitulo-2.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/716610934107511001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/716610934107511001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2011/03/4-partes-do-capitulo-2.html' title='4 partes do Capítulo 2'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-7004966889691596089</id><published>2011-03-05T11:39:00.000-08:00</published><updated>2011-03-05T11:40:36.737-08:00</updated><title type='text'>Mais 3 partes  do capítulo 2</title><content type='html'>Ele não respondeu, e ficou bem claro para Vanessa o quanto era leal ao patrão. Mas quando ele segurou o machado, disposto a recomeçar o trabalho que Efron interrompera, ela o impediu, segurando o braço que se erguia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não vou sair daqui até ter certeza de que Pâmela tem todo o cuidado e atenção que merece. Entendeu, sr. Black?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos dele brilharam, embora a expressão do rosto continuasse inalterada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim, senhora. E pode me chamar de Billy, senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vanessa — corrigiu ela, virando-se para a casa e acrescentando — Estou esperando que entreguem as compras. Assim, acho melhor recolocar aquela expressão séria no rosto. Afinal, é o que todos esperam, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Billy olhou-a afastar-se, lutando para esconder um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim, senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O doce aroma de algo assando espalhava-se pela casa, mesclando-se ao som de risadas. Aquilo o atraiu, embora descesse pela antiga escada de serviço, para não ser visto. Passagens escondidas atrás das paredes formavam um labirinto, através do qual podia mover-se sem ser visto, apesar de os corredores serem bem estreitos. Fazia muito tempo que não passava por lá, depois de tê-los descoberto. Não gostava da sensação de passar por eles, mas havia pessoas na casa, depois de anos em que ele e Billy haviam sido os únicos moradores. Mas agora ela estava ali, assando algo na cozinha. A vontade de vê-ia o atraía tanto quanto o aroma do que assava no forno. Mas, acima de tudo, era a risada límpida e espontânea que o atraíra. Podia distingui-la facilmente no meio das outras vozes. Havia algo em Vanessa Hudgens que lhe despertava sensações que julgara adormecidas. Ela o desafiava, provocava, mas Zachary sabia que, se cedesse à tentação de ver o rosto dela, teria muito a perder. A filha precisava de Vanessa, uma vez que ele não podia ficar com ela. &lt;br /&gt;Parando no fim do corredor escuro, afastou um pouco o painel disfarçado que cobria a parede. Ela estava tirando uma assadeira do forno e colocando biscoitos num prato. Era uma cena tão doméstica, comum, algo que Tânia nunca se incomodara em fazer, que o pegou de surpresa. Havia três pessoas sentadas nos bancos altos. Vanessa ofereceu os biscoitos aos convidados. Convidados, ali, na casa dele. Pela primeira vez. Queria ficar zangado. Queria que fossem embora, pela simples razão de que não podia unir-se a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao vê-la conversando, tão animada, seu isolamento parecia ainda mais difícil e amargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela era tão linda, os homens pareciam fascinados pelo que dizia. E então, quando Vanessa inclinou-se para colocar outra assadeira no forno, Zachary percebeu que todos olhavam as formas do corpo bem-feito. Será que os homens estavam ali movidos pela curiosidade em relação a casa, ou apenas por causa dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É uma casa muito grande — disse o adolescente, que ele reconheceu como o entregador que trazia as compras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim, é enorme — respondeu ela, colocando colheradas de massa na forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Apavorante — disse um dos homens, olhando ao redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Adoro a casa — afirmou Vanessa. — É linda, charmosa. A arquitetura, as pedras, tudo lembra a história de muitas partes do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era exatamente o que sentira ao ver a casa, pensou Zachary, inclinando-se para ouvir melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Você já o viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É muito horrível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zachary esperou pela resposta, prendendo a respiração. &lt;br /&gt;— Não tem nada de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de mentiras, nem de informações, e ele imaginou por que Vanessa estaria agindo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Então por que se esconde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ele é um homem reservado, e talvez por não ter sido bem recebido... —Vanessa parou de arrumar os biscoitos e virou-se, fitando-os por cima do ombro. Zachary percebeu a determinação na voz dela. — E se alguém ousar fazer qualquer comentário na frente da filha dele, terei que mostrar como meu avô me ensinou a atirar muito bem. E também como tirar a pele dos animais que caçávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zachary disfarçou uma risada, e quando olhou novamente, os convidados riam, sem jeito, não muito certos se ela falava a sério ou não. Logo se despediam, agradecendo pelo café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa acompanhou-os, fechando a porta assim que saíram. Voltando para o balcão, pegou a forma que acabara de encher e colocou-a no forno, no lugar da que já estava pronta. Não conhecia nenhuma criança que não gostasse de biscoitos de chocolate, e esperava que Pâmela não fosse uma exceção. Queria que a menina se sentisse bem-vinda naquela casa escura e silenciosa. De repente, percebeu que não estava sozinha e ergueu o olhar. Então o viu, uma sombra escura entre a parede do canto e a porta entreaberta da despensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sombra grande, larga, da qual só podia ver o jeans surrado que cobria as pernas fortes. Como chegara até ali sem que o visse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Gostaria de pensar que a receita de biscoitos da minha avó o atraiu até aqui, mas não tenho ilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Linda e esperta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa enrijeceu de imediato. Será que todos tinham que falar de sua beleza, nos primeiros dez minutos de conversa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Quer um biscoito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não diga que é uma dessas pessoas que não gosta de biscoitos de chocolate...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Já sei. Não quer vir até a luz para pegá-lo, não é? Ele não respondeu. &lt;br /&gt;— O que mais nega a si mesmo, ao escolher viver no escuro? — Ao falar, ela atirou um biscoito na direção dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mão surgiu na luz, apanhando o biscoito no ar, e ela pôde ver o anel de sinete faiscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E o que vai negar a Pâmela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pesadelos, srta. Hudgens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pode me chamar de Vanessa. E acho que está enganando a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não sabe nada a meu respeito, bela — zombou ele. Ela largou a espátula sobre o balcão, num gesto brusco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Tem razão, não sei. Assim como não sabe nada a meu respeito... fera. — Virando-se para o fogão, tirou a assadeira com os biscoitos prontos, colocando outra no lugar. Fechando os olhos, tentou, em vão, afastar as lembranças dolorosas. Vanessa... Rainha de beleza. De que lhe adiantara isso, se não tinha sequer conseguido manter o noivo, pensou, cerrando os punhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zachary endireitou-se, imaginando por que estaria tão perturbada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vanessa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome foi pronunciado num tom rouco, sensual, oferecendo uma simpatia que ela não desejava. Os homens, as pessoas, em geral, notavam-lhe primeiro o rosto. Era natural. E Zachary era um homem. O que mais poderia esperar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Desculpe-me — disse Vanessa. — Fui muito cruel. Zachary já ouvira coisas piores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Deixei você furiosa. Diga por que.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não é nada. — Ela continuava arrumando os biscoitos, embalando-os em sacos plásticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mentirosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vamos começar de novo? — perguntou, baixinho. Abriu a geladeira e pegou um pedaço de carne e alguns legumes, que colocou sobre o balcão. Não se conheciam o bastante para falar sobre o passado dela, nem pretendia começar a lamentar-se. Tinha muito o que fazer, e não desperdiçaria energia com lembranças tristes. Depois de temperar a carne, voltou a colocá-la na geladeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortou os legumes cuidadosamente, tentando ignorar a presença máscula. Mas era impossível. O calor que emanava dele era tão forte, que parecia estar perto de uma fogueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Sem comentários, sem mais posts!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dou o assunto por encerrado.Se querem posts mais rápidos, comentem mais rápidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-7004966889691596089?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/7004966889691596089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2011/03/mais-3-partes-do-capitulo-2.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/7004966889691596089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/7004966889691596089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2011/03/mais-3-partes-do-capitulo-2.html' title='Mais 3 partes  do capítulo 2'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-7852532672967541918</id><published>2011-02-11T15:58:00.000-08:00</published><updated>2011-03-12T17:03:33.155-08:00</updated><title type='text'>Parte 5 e 6 do Capítulo 2</title><content type='html'>Saindo para a varanda, Vanessa gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Desculpe-me. Não tive a intenção de me intrometer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas fez exatamente isso — disse Efron, vestindo o casaco de costas para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Desculpe-me. Vou para outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zachary suspirou, desejando virar e fitá-la nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não quero que sinta que precisa afastar-se de onde estou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas é exatamente o que quer. Preferia que eu não estivesse aqui, não é mesmo? — Ela viu que os ombros dele enrijeciam. — O mínimo que podemos fazer é ser honestos um com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zachary apertou os lábios, suspirando mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É verdade. Mas posso garantir que não me importo de não ter mais a casa só para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não precisa se esconder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Eu não me escondo. Escolhi este estilo de vida, srta. Hudgens, e nos últimos quatro anos aprendi que é a melhor maneira de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Quer dizer, a mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Nada é fácil para mim, senhorita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E quanto a sua filha? Ela espera encontrar o pai. Precisa de carinho e conforto. Perdeu a mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peito de Zachary apertou-se ao pensar na tristeza de Pâmela, e como gostaria de confortá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Foi por isso que a contratei, srta. Hudgens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E não se importa com ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podia dizer a Vanessa que ao saber da existência da filha, poucas semanas atrás, sentira raiva da mãe de Pâmela, por abandoná-lo, carregando no ventre o bebê que era deles, por não lhe dar uma chance de conhecer a criança, antes de lhe tirar tudo que tinha. O amor pela mulher desaparecera quando ela partira, abandonando-o quando ele mais precisava, condenando-o à prisão e ao isolamento. Como podia esquecer o passado? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Eu me importo. Muito. Mas mal tive tempo de me acostumar com a idéia de que sou pai. — Ele começou a andar para a garagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É bom se acostumar — disparou Vanessa, enquanto ele se afastava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Depois de amanhã ela estará aqui, querendo vê-lo, e como poderei explicar que o pai não quer encontrá-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Diga a verdade — respondeu ele, sem parar de andar. — Que o pai não quer ser mais uma fonte de pesadelos para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta deixou-a sem ação, e antes que pudesse pensar no que dizer, ele tinha desaparecido. Virando-se, ela fitou Billy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Acho que as coisas não correram muito bem, não é? Billy observou-a atentamente, como se estivesse avaliando cada detalhe, e Vanessa não saberia dizer qual fora a impressão do homem, já que sua expressão continuava impenetrável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não, madame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sou Vanessa Hudgens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O sr. Efron me disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E o que mais ele falou a meu respeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão de Billy continuou impenetrável, e ele virou-se para arrumar as pilhas de madeira. Por certo precisariam delas para aquecer-se nas noites de tempestade, imaginou Vanessa, pensando em como o castelo de pedra devia ser frio no inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Todos na cidade têm uma imagem errada dele. Mas já deve saber disso, não é? — Ela admirava o fato de o caseiro respeitar o segredo de Efron, mesmo exposto à curiosidade de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Billy arrumou mais uma pilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Poderia ao menos me dizer como é a rotina dele? Assim poderei ficar fora do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Billy afastou o boné para trás, fitando-a por alguns instantes, antes de falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O quê? — Ela não podia acreditar no que ouvira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O sr. Efron não segue rotinas, faz o que quer. Se encontrá-lo novamente vai ter que lidar com a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Obrigada pela ajuda. — Vanessa cruzou os braços, fitando-o diretamente. — Prefere vê-lo se escondendo, ou saindo da toca para conhecer a filha?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-7852532672967541918?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/7852532672967541918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2011/02/parte-4-e-5-do-capitulo-2.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/7852532672967541918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/7852532672967541918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2011/02/parte-4-e-5-do-capitulo-2.html' title='Parte 5 e 6 do Capítulo 2'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-7920421407265448955</id><published>2011-01-28T14:55:00.000-08:00</published><updated>2011-03-12T17:03:11.886-08:00</updated><title type='text'>Partes 2,3 e 4 do Capítulo 2</title><content type='html'>— Ele está desfigurado — gaguejou o jovem que embalava suas compras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Se nunca o viu, como pode saber disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto deu de ombros, como se fosse de conhecimento geral. Embora ninguém tivesse visto Cullen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não acho que a aparência seja importante — respondeu ela, tentando controlar-se, e detestando que as pessoas dessem tanta importância às aparências. Ela sabia, por experiência própria, como isso era injusto e preconceituoso, embora por motivos opostos. As mulheres recusavam-se a ser suas amigas, acreditando que se imaginava melhor do que elas. Os homens quase pisoteavam uns nos outros para aproximar-se, todos tentando levá-la para a cama, ou convidá-la para um acontecimento social, onde pudessem exibi-la como um troféu. Ninguém, nem mesmo o ex-noivo, conseguira ver além do rosto lindo que Deus lhe dera. E, aparentemente, ninguém queria ver além das cicatrizes de Cullen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso fazia Bella sentir um estranho impulso de defender um homem que nem conhecia. Era difícil manter o controle diante de tantos preconceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Coloque na conta dele, e mande entregar por volta das três — pediu, saindo depressa e sentindo que todos os olhares a acompanhavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de pegar um táxi para casa, resolveu acalmar-se, caminhando pela pitoresca cidadezinha. Mas as lembranças continuavam a atormentá-la. A mãe, arrastando-a para comerciais de tevê, desde bem pequena, os concursos, tudo que sempre detestara. E quando crescera, escolhia participar apenas dos que lhe interessavam, porque queria ir para a faculdade, e precisava do dinheiro.Olhando em volta, viu as vitrines das pequenas lojas, os bancos de madeira espalhados por vários locais, turistas e moradores passeando e fazendo compras. Dois homens mais velhos sentavam-se junto ao cais, trocando histórias de pescaria. Vanessa sorriu, lembrando-se do avô, sentado na cadeira de balanço da varanda, esculpindo pequenos animais de madeira para que ela e os irmãos brincassem. Aliás, eram os únicos brinquedos que tinham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vida simples, mas cheia de amor, pensou, com saudade do avô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela respirou fundo, saboreando a brisa fria que vinha do mar. Como o sol estava alto ainda fazia calor, mas logo chegaria à estação dos furacões, com chuva, umidade e frio intenso. Cruzando os braços para proteger-se, andou mais depressa para a pequena estrada que levava o castelo. Em poucos minutos entrava no calor acolhedor da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de preparar café, esfregou os braços gelados, e ouviu um ruído vindo de fora. Franzindo a testa, foi até a porta de trás e afastou as cortinas que cobriam a pequena janela. Todos os seus impulsos femininos tornaram-se vivos e intensos, ao ver as costas nuas do homem que cortava lenha. Os músculos poderosos moviam-se numa dança da qual não conseguia afastar os olhos.&lt;br /&gt;Efron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era bonito, usando apenas jeans e botas! De onde estava, podia ver apenas o perfil do rosto, com certeza o lado sem cicatrizes, já que os traços eram aristocráticos e bem-feitos. Os cabelos escuros flutuavam ao vento, cobrindo totalmente a nuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os braços eram fortes, musculosos, e ao erguer o machado para cortar mais uma tora, Vanessa pôde ver como eram poderosos, já que a madeira partiu-se em um golpe. Ele deu mais alguns golpes e depois parou, apoiado no cabo do machado. Quando começou a falar, Vanessa percebeu que não estava sozinho e foi até a janela. Outro homem, mais velho, sentava-se num banco e brincava com um canivete. Era Billy Fresh, e aparentemente era bem mais do que um caseiro. Era amigo de Efron. Talvez seu único amigo. Billy conversava animadamente, o rosto moreno e enrugado meio coberto pelo boné.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A camiseta escura ajustava-se ao tórax esguio, e o jeans estava tão gasto nos joelhos que a cor desbotara. Ela observava os dois homens, e como se Efron soubesse que estava ali, continuava de costas. Ainda assim, pôde ver cicatrizes longas e finas descendo pelas costelas, como se tivessem sido feitas por adagas afiadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devia ter sido muito doloroso, e mais uma vez, imaginou como teria sido o acidente. De repente, ele inclinou a cabeça para trás e riu. O som, carregado pelo vento, chegou até Vanessa, que estremeceu, sentindo um estranho calor percorrê-la. Pelo menos ele não tinha perdido a capacidade de desfrutar de pequenos prazeres, como conversar e rir com um amigo, pensou, desejando juntar-se a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se quisesse que o visse, já teria aparecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse algo que fez Billy corar. Logo se levantava, sorria para Efron e colocava mais toras aos pés dele. Efron continuou a trabalhar, cortando tora por tora, enquanto Billy empilhava os pedaços. Então, o caseiro parou, olhando diretamente para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa sustentou o olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efron largou o machado e pegou o casaco com capuz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-7920421407265448955?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/7920421407265448955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2011/01/partes-23-do-capitulo-2.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/7920421407265448955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/7920421407265448955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2011/01/partes-23-do-capitulo-2.html' title='Partes 2,3 e 4 do Capítulo 2'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-1956527366255500794</id><published>2011-01-12T06:30:00.001-08:00</published><updated>2011-01-12T06:30:52.945-08:00</updated><title type='text'>Capítulo II</title><content type='html'>Devia ter telefonado pedindo as compras, pensou Vanessa, enchendo o carrinho e tentando ignorar as pessoas que a observavam, os jovens, muito mais jovens do que os que pensaria em namorar, fitando-a intensamente. Ela sorriu docemente, um típico sorriso de passarela, admitiu, rindo baixinho. Alguns homens eram pescadores, e ainda usavam as botas de borracha da pescaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Checando a lista, Vanessa dirigiu-se ao caixa. Vai começar, pensou, vendo que as pessoas aproximavam-se de onde estava, como felinos. Um adolescente que varria o chão chegou mais perto. A vendedora parecia não ter pressa, fitando-a demoradamente, apesar da fila. Os clientes não tiravam os olhos dela. Não era de admirar que Efron não saísse de casa. O que teria acontecido com a hospitalidade do sul?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Você é nova aqui? — perguntou a vendedora, uma loira que usava argolas enormes nas orelhas e mastigava chiclete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim. É uma linda ilha — disse Vanessa. Era melhor deixá-los orgulhosos da terra onde viviam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Está no castelo, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sou a babá que o sr. Efron contratou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Babá?! — exclamaram várias pessoas ao mesmo tempo.Vanessa olhou ao redor, fitando um a um, todos que estavam&lt;br /&gt;próximos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O sr. Efron está esperando a filha chegar, e estou aqui para cuidar dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pobre criança — disse uma velha senhora, num tom sombrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Por quê? — perguntou Vanessa, embora soubesse a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Imagine ter um homem tão horrível como pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Conhece o sr. Cullen? — perguntou Vanessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não exatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperando que sua expressão fosse da mais pura inocência, indagou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Então, como pode saber como ele é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ele nunca sai daquele lugar — disse a vendedora. — Não mostra o rosto há quatro anos. Nem mesmo Billy, que mora lá, conseguiu vê-lo de perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Billy, Vanessa imaginou, devia ser o caseiro, que ainda não conhecera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-1956527366255500794?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/1956527366255500794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2011/01/capitulo-ii.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/1956527366255500794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/1956527366255500794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2011/01/capitulo-ii.html' title='Capítulo II'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-4561549804248837409</id><published>2010-12-24T03:23:00.000-08:00</published><updated>2010-12-24T03:23:48.393-08:00</updated><title type='text'>Parte 8, 9,10 Como Presente de Natal!</title><content type='html'>Pâmela. Zachary cerrou os punhos. Uma criança cuja existência ele ignorara até algumas semanas atrás, quando a ex-mulher morrera. Parecia que ele era a única pessoa no mundo que podia cuidar da menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, amaldiçoou Tânia por não ter lhe dito que carregava um filho ao deixá-lo. Só Deus sabia como precisara disso, quatro anos antes. Algo para fazê-lo suportar as inúmeras cirurgias, a difícil recuperação e a dura realidade de que nada poderia ser feito para recuperar o corpo desfigurado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastando-se da porta, Zachary pegou o telefone e discou um número, mal contendo a raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Wife Incorporated. Katherine Davenport.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Que droga, Kat, ela é linda! — De tirar o fôlego, acrescentou mentalmente, lembrando-se de cada curva do corpo perfeito, coberto pelo conjunto branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Então saiu da sua toca por tempo suficiente para observá-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Por que fez isso? Zachary ouviu-a suspirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vanessa é uma das pessoas mais bondosas que conheço. E não fiz isso por você, meu bem. Foi por Pâmela. Vanessa adora crianças, e já trabalhou com elas antes. Tem todas as qualificações que você queria. E culta, mas não a ponto de não conseguir se comunicar com uma criança. Além disso, é divertida e criativa. Dê-lhe uma chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não tenho escolha. Pâmela chega dentro de dois dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vai dar certo, Zachary.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Encontre outra pessoa, imediatamente. Eu não a quero aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma pausa do outro lado, e ao falar, a voz de Katherine soou fria e brusca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Tânia devia ter lhe contado sobre Pâmela, eu concordo, e se não tivesse jurado que não o faria, eu mesma teria dito. Mas quando ela disse que o deixara porque tinha se tornado frio e mesquinho, não pude acreditar. Agora, vejo que estava certa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zachary sentiu como se ela o tivesse esbofeteado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Tânia me abandonou porque não pôde suportar as conseqüências do acidente. Queria que eu fosse o mesmo de antes e que agisse como antes. Isso nunca vai acontecer. — Ele respirou fundo, antes de prosseguir — Encontre outra pessoa. — E sem despedir-se, desligou. Só ao largar o fone percebeu como o segurara com força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando-se cair na poltrona de couro, atrás da escrivaninha, virou-a para a janela. O sol lutava para sair de trás das nuvens, refletindo-se no riacho, enquanto Edward lutava para afastar as memórias dolorosas do acidente. A dor cortante, a reação de horror de Tânia quando tiraram as bandagens, a repugnância que não conseguira disfarçar. Sempre imaginara que ela estaria a seu lado, em qualquer situação, e ficara chocado ao vê-la partir. Devia ter imaginado que ela faria isso, quando se recusara a dividir a cama com ele, e até mesmo a tocá-lo depois do acidente. Ele podia ver a repulsa, cada vez que estendia a mão para ela. A noite anterior ao acidente tinha sido a última vez que sentira prazer e ternura com uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora a mulher que fora eleita a mais bonita do Estado estava morando em sua casa. Não fazia diferença que isso tivesse ocorrido dez anos antes. Ela ainda era capaz de parar o trânsito com sua beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A batida foi tão suave que ele mal ouviu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sr. Efron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som daquela voz doce e delicada tocou-o profundamente. E ele quase a odiou por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Eu já disse que a chamaria se...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pelo que me lembro, fui contratada para tomar conta da sua filha, não do senhor. Portanto, pode chamar o quanto quiser, meu senhor, e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pago o seu salário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sua mãe não lhe ensinou que é falta de educação interromper uma senhora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E você não aprendeu diplomacia, ao trabalhar no Departamento de Estado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim. Mas este não é um território estrangeiro, nem você pode pedir imunidade diplomática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutando contra a vontade de sorrir, Zachary apoiou a cabeça na poltrona de couro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O que você quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ah, chegamos ao estágio das negociações — zombou Vanessa — Agora, a menos que a montanha de alimentos na geladeira e no freezer seja a sua noção de uma dieta balanceada, preciso planejar o cardápio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Muito bem. Pode pedir o que quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa suspirou. Que homem difícil. Ela sacudiu a bandeja, fazendo a linda porcelana tilintar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ouviu? São pratos. Com comida — completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Deixe na porta. Ela piscou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Tenho certeza de que ouviu, srta. Hudgens. A porta não é tão grossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Que teimoso — resmungou Vanessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Deixe no chão e vá embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa colocou a bandeja junto à porta, e ao olhar para a madeira decidiu que o faria sair dali, de qualquer modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pelo jeito, vamos ter muitos problemas, sr. Efron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Só se quebrar as regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E quais são?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Receberá ordens através de e-mails em seu computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Meu Deus, que impessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É o único modo possível — disse ele, baixinho, ouvindo os passos dela afastando-se na escada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zachary esfregou a testa, a ponta dos dedos tocando as cicatrizes, e praguejou, levantando-se e começando a andar de um lado para o outro. Cerrando os dentes, imaginou como iria sobreviver com aquela mulher linda andando pela casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim do capítulo I.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-4561549804248837409?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/4561549804248837409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/12/parte-8-910-como-presente-de-natal.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/4561549804248837409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/4561549804248837409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/12/parte-8-910-como-presente-de-natal.html' title='Parte 8, 9,10 Como Presente de Natal!'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-2666388864714737571</id><published>2010-12-15T14:24:00.000-08:00</published><updated>2010-12-15T14:24:14.215-08:00</updated><title type='text'>Parte 7</title><content type='html'>Zachary apoiou as costas na porta e fechou os olhos, a imagem de Vanessa presa em sua mente, recusando-se a deixá-lo em paz. Era a criatura mais linda que já vira. O tipo de mulher que fazia as cabeças virarem, os homens tropeçarem e as mulheres morrerem de inveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só de fitar os lindos olhos verde jade, cada cicatriz parecia doer como se fosse recente. Era como colocar um doce apetitoso na frente de um homem que morria de fome. Oferecer-lhe a iguaria, da qual nunca poderia sentir o gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal podia tolerar a presença dela ali, em seu lar, seu santuário. Só saber que estava ali era o suficiente para deixá-lo louco, e queria estrangular Katherine Davenport por ter lhe mandado uma mulher tão linda. Será que Kat não percebia que não estivera perto de uma mulher desde o acidente? E até aquela manhã não tivera sequer uma referência, além da palavra de Katherine, garantindo que encontrara alguém muito qualificado. Não tivera tempo de pesquisar o passado dela, e embora tivesse encontrado apenas parte dele, não havia fotos, embora tivesse imaginado como era, já que vencera tantos concursos de beleza. Ainda assim, era como se não desejasse mostrar o lindo rosto. Ele tinha uma boa razão para não mostrar o rosto. Mas qual seria a dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos trinta anos, continuava linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que droga! Ele fora muito claro ao pedir uma governanta para cuidar de Pâmela. Pedira uma mulher mais velha, forte e saudável o suficiente para cuidar de uma garota de quatro anos, e que compreendesse que a responsabilidade de Pâmela seria dela. Não podia deixar que Pâmela o visse. Nunca. A criança fugiria dele, e Zachary sabia que não poderia suportar isso. Não outra vez. As pessoas fugiam dele por causa das cicatrizes que o desfiguravam. Não pretendia assustar uma criança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Vou deixar bem claro: Se querem mais postagem com menos tempo entre uma e outra e SÓ comentar! Justa depois de ler ir e teclar"Gostei"?&lt;br /&gt;Agora,por que você "uma historia de amor inesquecivel" só veio comentar 7 dias depois da postagem?Pois saiba que eu posto a história porque gosto pois não sou obrigada nem sou paga.&lt;br /&gt;Olha tem muitas pessoas que visitam o blog e nem comentam, sabem como me sinto?Parece que a história não é digna de ser comentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto momento desabafo acabado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-2666388864714737571?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/2666388864714737571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/12/parte-7.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/2666388864714737571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/2666388864714737571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/12/parte-7.html' title='Parte 7'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-2392677183729693900</id><published>2010-12-07T07:08:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T07:08:28.759-08:00</updated><title type='text'>Parte 6</title><content type='html'>Sem palavras, parou na porta. Pelo jeito, dinheiro não era problema para o sr. Efron. O quarto parecia um sonho, em tons de verde e rosa, com uma casa de bonecas antiga, muitos brinquedos e uma cama colocada num dos cantos. O dossel tinha cortinas de cetim, que desciam enfeitando a cabeceira trabalhada. A história da Princesa e a Ervilha surgiu-lhe na mente, já que a garotinha teria de usar o banco para subir na cama alta. Ele pensara em tudo, reconheceu Vanessa, vendo os armários e gavetas cheios de roupas de tamanhos diferentes. Ele não sabia mesmo nada sobre a filha, percebeu ela, voltando para o quarto, abrindo a valise e pegando o arquivo que Katherine Davenport, dona da Wife Incorporated, lhe entregara dois dias atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rosto da garotinha de cabelos escuros aparecia na foto, revelando o sorriso doce e os olhos muito azuis. Atirando a foto de lado com um suspiro, foi até o banco junto à janela, afastando as cortinas ao sentar-se. Dali podia ver o continente e as outras ilhas da costa da Carolina do Sul. O vento de outubro varria a praia, balançando os galhos dos enormes carvalhos que cercavam a costa. As ondas rugiam contra o cais, escurecendo a areia. O céu estava carregado, escuro, quase encoberto pela neblina densa. Um dia perfeito para encolher-se no sofá, ler um livro e sonhar. Com o que sonharia uma garotinha? Especialmente uma que tivesse perdido a mãe e estivesse chegando a uma ilha isolada para encontrar o pai, que nem sequer conhecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sonharia com um príncipe para mantê-la segura, pensou Vanessa. Não com um dragão que soltava fogo na direção de qualquer um que tentasse se aproximar de sua caverna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: A história está completa,ou seja, eu posto quando vejo verdadeiro  interesse na história.Sendo assim não vejo o interesse necessário para postar o capitúlo inteiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-2392677183729693900?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/2392677183729693900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/12/parte-6.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/2392677183729693900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/2392677183729693900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/12/parte-6.html' title='Parte 6'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-8024650681230202546</id><published>2010-11-26T14:06:00.000-08:00</published><updated>2010-11-26T14:07:29.721-08:00</updated><title type='text'>Continuação Parte 5</title><content type='html'>— Acho que precisamos ter uma conversa, sr.Efron. Agora.&lt;br /&gt;Nenhuma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Posso ser muito persistente quando tenho um objetivo, o senhor já sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vá embora, srta. Hudgens. Avisarei quando precisar, e se precisar, da senhorita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É claro, meu senhor, como fui tola em pensar que realmente se importa com sua filha — disse, num tom seco, e virou-se para ir embora. Teimoso, rude, dominador. O pai dela teria acertado um soco nos dentes dele só por tratar uma mulher daquele jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa entrou no quarto e parou, sem fôlego. Pelo jeito o dragão tinha muito bom gosto. A decoração era luxuosa, o tapete, as cortinas, os quadros, tudo combinava, criando uma atmosfera relaxante e sensual. Uma enorme cama com quatro colunas ficava num dos cantos, coberta por uma colcha e almofadas, nos mesmos tons de vinho, cinza e branco que decoravam o aposento. Havia uma escrivaninha no estilo Rainha Anne com um computador colocada perto da parede, e algumas poltronas bem femininas posicionadas perto da lareira. Perto das três janelas enormes havia um banco forrado, coberto com almofadas bordadas em ponto cruz, o que o tornava ainda mais convidativo. A esquerda ficava o closet, tão grande que jamais conseguiria enchê-lo. Mas bem que gostaria de tentar, pensou Vanessa, observando o banheiro moderno, com a maior banheira que já vira. Deixando a bolsa e a valise sobre a cama, atravessou o corredor e entrou no quarto de Pâmela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-8024650681230202546?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/8024650681230202546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/11/continuacao-parte-4_26.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/8024650681230202546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/8024650681230202546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/11/continuacao-parte-4_26.html' title='Continuação Parte 5'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-1321405686529013580</id><published>2010-11-08T08:14:00.000-08:00</published><updated>2010-11-08T08:14:00.914-08:00</updated><title type='text'>Continuação -Parte 4</title><content type='html'>Vanessa soltou as malas, carregando a valise de mão e a bolsa ao acompanhá-lo. Ele andava vários passos à frente, mantendo-se sempre no escuro. O andar dele era firme, elegante à luz do corredor, que vinha de pequenas lâmpadas junto ao rodapé. Tudo que podia ver era o contorno dos ombros, na camisa imaculadamente branca, muito largos e fortes. Ele parou diante de uma porta e abriu-a depressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Aqui — disse, e continuou andando. Ela parou do lado de fora do quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E o quarto da sua filha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele hesitou por uma fração de segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Do outro lado do corredor. —Ele já estava quase no segundo lance de escadas. — Vou pedir para trazerem suas malas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pensei que morasse sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E moro. Tenho um caseiro, que mora num chalé, nos fundos do terreno, e uma empregada, que vem às segundas-feiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não acha que precisamos conversar sobre a chegada da sua filha? — gritou Vanessa, já que ele não parara de andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ela chegará dentro de dois dias. Encontre-a na balsa. — Ele subia cada degrau num passo deliberadamente lento. Vanessa imaginou se sentiria dores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não virá comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Foi para isso que a contratei, srta. Hudgens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas não pode apenas me entregar sua filha sem... Uma porta bateu com Força no topo da escada. Ele voltara&lt;br /&gt;ao refúgio nas sombras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Muito bem — disse ela, aproximando-se da escada e olhando para cima. Tudo que podia ver era um corredor e uma grande porta de madeira polida, com uma maçaneta de bronze. Como ele podia ser tão indiferente? Pâmela era quase um bebê, com apenas quatro anos. E será que ele estava mesmo tão desfigurado? Ou seria apenas vaidoso, e não queria vir para a luz? Apesar de tudo, era com Pâmela que estava preocupada e, endireitando os ombros, subiu a escada e bateu na porta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-1321405686529013580?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/1321405686529013580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/11/continuacao-parte-4.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/1321405686529013580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/1321405686529013580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/11/continuacao-parte-4.html' title='Continuação -Parte 4'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-4440669960118630389</id><published>2010-10-26T15:50:00.001-07:00</published><updated>2010-10-26T15:50:38.351-07:00</updated><title type='text'>Continuação Parte 3</title><content type='html'>— Esqueceu de dizer: ex- funcionária do Departamento de Estado, professora da escola da embaixada, e linguista, fluente em italiano, farsi e galês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas sabe cozinhar? — perguntou ele, num galês impecável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não estaria aqui, se não soubesse. — Ela cruzou os braços e observou a figura masculina, alta e forte, delineada pela luz que vinha do abajur, e que permitia ver apenas a calça preta e os sapatos. A mão dele apoiava-se no corrimão, e um anel com sinete, de ouro, brilhava refletindo a luz. Que mãos grandes, pensou Vanessa, mas logo falou — Será que tenho um site com todas as minhas informações e não estou sabendo? — O que mais saberia sobre ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— As telecomunicações são um recurso fascinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É verdade. Mas não precisa dizer o número do meu sutiã, nem quando perdi os pompons de chefe da torcida quando estava com Grady Benson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Foi só isso que perdeu? — O tom grave pareceu percorrer cada centímetro da espinha de Vanessa, e isso a irritou profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Procure na Internet — disparou, não gostando nem um pouco de saber como ele estava informado a seu respeito. E como sabia pouco sobre ele. Não tivera chance de descobrir muita coisa. Sabia apenas que vivia recluso, depois de um acidente que o desfigurara, que havia se divorciado, e que, em poucos dias, receberia uma filha que jamais vira antes. Era estranho, muito estranho, pensou, começando a pegar as malas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Onde vou ficar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— No segundo andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela começou a andar para a escada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Deixe as malas e me acompanhe&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-4440669960118630389?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/4440669960118630389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/10/continuacao-parte-3.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/4440669960118630389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/4440669960118630389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/10/continuacao-parte-3.html' title='Continuação Parte 3'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-7822272062797045290</id><published>2010-10-14T13:49:00.001-07:00</published><updated>2010-10-14T13:49:15.613-07:00</updated><title type='text'>Continuação  -Parte 2-</title><content type='html'>— Entende o que eu disse? — perguntou Pinkney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Bobagem — retrucou ela com firmeza, abrindo a porta e entrando. Um pequeno abajur, colocado sobre uma linda mesa de madeira entalhada, iluminava parcialmente o saguão. Ela colocou a bolsa e a valise de mão no chão e virou-se, vendo que o sr. Pinkney empurrava apressadamente as malas para dentro e se afastava para os degraus. Mas o gesto não o impediu de dar uma boa olhada na casa, pensou Bella. Ela procurou o interruptor e logo o local ficou completamente iluminado. O homem encolheu-se e recuou ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Me ligue, se precisar — repetiu, com o sotaque ainda mais acentuado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atitude dele, assim como a das pessoas que encontrara na cidade, mostrando-se chocadas ao vê-la chegar, e fazendo advertências, era terrivelmente injusta e infundada, já que falavam de um homem que nem conheciam. De repente, Bella sentiu-se fortemente motivada a proteger o sr. Efron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não será preciso, obrigada — agradeceu, fechando a porta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspirando, Vanessa virou-se, e o coração dela deu um salto, ao perceber que as luzes se apagaram e uma sombra aparecia no topo da escada de madeira entalhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sr. Efron?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim — a voz grave ressoou, chegando até ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Olá. Sou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vanessa Hudgens, eu sei — interrompeu ele. — Quase trinta anos, solteira, cursou a universidade, criada em Charleston, ex-miss Carolina do Sul, miss condado de Jasper, miss Festival do Camarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela podia jurar que havia um tom de zombaria na voz dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Será que esqueci alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, então era ele o misterioso recluso, pensou, olhando para a sombra na escada&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-7822272062797045290?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/7822272062797045290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/10/continuacao-parte-2.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/7822272062797045290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/7822272062797045290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/10/continuacao-parte-2.html' title='Continuação  -Parte 2-'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-7647889348874182825</id><published>2010-10-11T18:25:00.001-07:00</published><updated>2010-10-11T18:25:34.501-07:00</updated><title type='text'>Continuação do Capítulo 1.</title><content type='html'>O sr. Pinkney colocou as malas no chão. Ao virar-se para pagá-lo, Vanessa percebeu que escrevia algo num pedaço de papel. Assim que lhe entregou o dinheiro, o homem estendeu-lhe o papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Aqui está meu telefone. Se precisar de alguma coisa é só chamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gesto deixou-a comovida, mas não era necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ele não é um monstro, sr. Pinkney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É sim. Grita com qualquer um que pisar nas terras dele, e quase fez picadinho do pobre garoto que entrega as compras da mercearia. Detesto pensar no que pode fazer com a senhora. — E quando Vanessa olhou-o com firmeza, o motorista olhou novamente para o castelo e suspirou. — Esta casa foi construída muitos anos atrás, por um homem que a ergueu para a noiva. Ela queria viver como uma princesa, e ele procurou atender esse desejo. Trouxe cada pedra do continente, e muitas coisas vieram da Inglaterra ou da Irlanda, pelo que ouvi dizer. Ela morreu antes que a casa estivesse terminada, ou antes, que o rapaz tivesse chance de casar-se com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que história triste, pensou ela, mas logo ergueu o queixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Está agindo como se a casa fosse assombrada, ou amaldiçoada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sr. Pinkney não disse nada, olhando as pesadas portas duplas de madeira, como se fossem a entrada de uma caverna. Que bobagem, pensou Vanessa, erguendo a aldrava de bronze para bater na porta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a cabeça de um dragão. Bem, sr. Efron, se queria manter as pessoas longe daqui, tem feito um bom trabalho. Ela bateu e esperou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente ouviu-se uma voz, soando no interfone à direita da porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Entre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz era profunda, um tanto rouca, e sem querer, Vanessa estremeceu, invadida por um sentimento de apreensão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-7647889348874182825?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/7647889348874182825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/10/continuacao-do-capitulo-1.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/7647889348874182825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/7647889348874182825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/10/continuacao-do-capitulo-1.html' title='Continuação do Capítulo 1.'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-5538823580776056006</id><published>2010-10-09T08:13:00.000-07:00</published><updated>2010-10-09T08:13:07.852-07:00</updated><title type='text'>CAPÍTULO I</title><content type='html'>Vanessa Hudgens ergueu o olhar para o castelo de pedras cinzentas e imaginou o que encontraria lá dentro. O príncipe encantado ou o dragão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dragão provavelmente, imaginou, se fossem verdadeiros os boatos que ouvira do pessoal da cidade, na viagem de balsa até a linda ilha. Será que Zachary Efron sabia como era temido? Pensou, observando as pedras enormes e as janelas em arco, enquanto o táxi entrava no caminho que conduzia à entrada. A enorme estrutura tinha até ameias, além da torre principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa via apenas solidão por toda parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Senhora... — disse o motorista, ao parar em frente da casa enorme. — Tem certeza de que é este o lugar aonde quer ir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que todos na ilha perguntavam a mesma coisa, como se estivesse indo para a forca? Efron era apenas um homem, nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim, tenho certeza, sr. Pinkney — respondeu, sem olhar para o motorista de meia-idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O sr. Efron não é um tipo simpático, como deve saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não é de admirar, já que todos agem como. se ele fosse capaz de morder, não acha? — Dessa vez ela fitou-o diretamente, erguendo uma sobrancelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem corou e então olhou novamente para a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Os boatos devem ter algum fundamento — resmungou, saindo do carro para pegar a bagagem de Vanessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela também saiu do carro e acompanhou-o, subindo os degraus da entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma serva do rei, havia sido contratada para ajudar a filha de quatro anos de Zachary Efron a acostumar-se a viver ali. A morar com um homem recluso, que vivia trancado num castelo, longe de qualquer contato humano. Pelo jeito, teria um bocado de trabalho, já que, de acordo com os boatos, ninguém pusera os pés na casa, além dos entregadores, nos últimos quatro anos. Vanessa sentiu pena da garotinha, que acabara de perder a mãe e tinha sido afastada do pai. Vanessa estava ali para conhecer o local, antes de a menina chegar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-5538823580776056006?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/5538823580776056006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/10/capitulo-i.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/5538823580776056006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/5538823580776056006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/10/capitulo-i.html' title='CAPÍTULO I'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676655135944815250.post-5049771046781445376</id><published>2010-10-09T08:11:00.001-07:00</published><updated>2010-10-09T08:11:48.811-07:00</updated><title type='text'>[FIC] A Bela e a Fera</title><content type='html'>Titulo: A Bela e a Fera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autora: Amy J. Fetzer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adaptadora: Rebeca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shipper: Vanessa/Zachary&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gênero: Romance&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: NC-15&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinopse:.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA SE APAIXONOU POR UM HOMEM CUJO &lt;br /&gt;ROSTO NÃO PODIA VER...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa Hudgens foi contratada para trabalhar como babá da filha de Zachary Efron. Os rumores sobre aquele homem que vivia em reclusão não assustaram Vanessa... Sua experiência como vencedora de concursos de beleza ensinara-lhe que o verdadeiro valor de uma pessoa não estava na aparência exterior. Mas o coração de Zachary estava tão despedaçado quanto seu rosto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Zachary, a linda e doce Vanessa era uma tentação e uma tortura, e ela não tinha medo dele... Ao contrário, insistia para que ele saísse de seu esconderijo e vivesse uma vida normal. E Zachary sabia que estava apaixonado... tanto quanto Vanessa acreditava estar. Mas o que aconteceria... quando ela visse seu rosto?.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676655135944815250-5049771046781445376?l=amorzanessa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorzanessa.blogspot.com/feeds/5049771046781445376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/10/fic-bela-e-fera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/5049771046781445376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676655135944815250/posts/default/5049771046781445376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorzanessa.blogspot.com/2010/10/fic-bela-e-fera.html' title='[FIC] A Bela e a Fera'/><author><name>Rebeca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xbcpEYkJV8M/S3cOgBUdj-I/AAAAAAAAAGc/MR870A52pOw/S220/%3B8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
