terça-feira, 26 de outubro de 2010

Continuação Parte 3

— Esqueceu de dizer: ex- funcionária do Departamento de Estado, professora da escola da embaixada, e linguista, fluente em italiano, farsi e galês.

— Mas sabe cozinhar? — perguntou ele, num galês impecável.

— Não estaria aqui, se não soubesse. — Ela cruzou os braços e observou a figura masculina, alta e forte, delineada pela luz que vinha do abajur, e que permitia ver apenas a calça preta e os sapatos. A mão dele apoiava-se no corrimão, e um anel com sinete, de ouro, brilhava refletindo a luz. Que mãos grandes, pensou Vanessa, mas logo falou — Será que tenho um site com todas as minhas informações e não estou sabendo? — O que mais saberia sobre ela?

— As telecomunicações são um recurso fascinante.

— É verdade. Mas não precisa dizer o número do meu sutiã, nem quando perdi os pompons de chefe da torcida quando estava com Grady Benson.

— Foi só isso que perdeu? — O tom grave pareceu percorrer cada centímetro da espinha de Vanessa, e isso a irritou profundamente.

— Procure na Internet — disparou, não gostando nem um pouco de saber como ele estava informado a seu respeito. E como sabia pouco sobre ele. Não tivera chance de descobrir muita coisa. Sabia apenas que vivia recluso, depois de um acidente que o desfigurara, que havia se divorciado, e que, em poucos dias, receberia uma filha que jamais vira antes. Era estranho, muito estranho, pensou, começando a pegar as malas.

— Onde vou ficar?

— No segundo andar.

Ela começou a andar para a escada.

— Deixe as malas e me acompanhe

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Continuação -Parte 2-

— Entende o que eu disse? — perguntou Pinkney.

— Bobagem — retrucou ela com firmeza, abrindo a porta e entrando. Um pequeno abajur, colocado sobre uma linda mesa de madeira entalhada, iluminava parcialmente o saguão. Ela colocou a bolsa e a valise de mão no chão e virou-se, vendo que o sr. Pinkney empurrava apressadamente as malas para dentro e se afastava para os degraus. Mas o gesto não o impediu de dar uma boa olhada na casa, pensou Bella. Ela procurou o interruptor e logo o local ficou completamente iluminado. O homem encolheu-se e recuou ainda mais.

— Me ligue, se precisar — repetiu, com o sotaque ainda mais acentuado.

A atitude dele, assim como a das pessoas que encontrara na cidade, mostrando-se chocadas ao vê-la chegar, e fazendo advertências, era terrivelmente injusta e infundada, já que falavam de um homem que nem conheciam. De repente, Bella sentiu-se fortemente motivada a proteger o sr. Efron.

— Não será preciso, obrigada — agradeceu, fechando a porta.

Suspirando, Vanessa virou-se, e o coração dela deu um salto, ao perceber que as luzes se apagaram e uma sombra aparecia no topo da escada de madeira entalhada.

— Sr. Efron?

— Sim — a voz grave ressoou, chegando até ela.

— Olá. Sou...

— Vanessa Hudgens, eu sei — interrompeu ele. — Quase trinta anos, solteira, cursou a universidade, criada em Charleston, ex-miss Carolina do Sul, miss condado de Jasper, miss Festival do Camarão.

Ela podia jurar que havia um tom de zombaria na voz dele.

— Será que esqueci alguma coisa?

Bem, então era ele o misterioso recluso, pensou, olhando para a sombra na escada

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Continuação do Capítulo 1.

O sr. Pinkney colocou as malas no chão. Ao virar-se para pagá-lo, Vanessa percebeu que escrevia algo num pedaço de papel. Assim que lhe entregou o dinheiro, o homem estendeu-lhe o papel.

— Aqui está meu telefone. Se precisar de alguma coisa é só chamar.

O gesto deixou-a comovida, mas não era necessário.

— Ele não é um monstro, sr. Pinkney.

— É sim. Grita com qualquer um que pisar nas terras dele, e quase fez picadinho do pobre garoto que entrega as compras da mercearia. Detesto pensar no que pode fazer com a senhora. — E quando Vanessa olhou-o com firmeza, o motorista olhou novamente para o castelo e suspirou. — Esta casa foi construída muitos anos atrás, por um homem que a ergueu para a noiva. Ela queria viver como uma princesa, e ele procurou atender esse desejo. Trouxe cada pedra do continente, e muitas coisas vieram da Inglaterra ou da Irlanda, pelo que ouvi dizer. Ela morreu antes que a casa estivesse terminada, ou antes, que o rapaz tivesse chance de casar-se com ela.

Que história triste, pensou ela, mas logo ergueu o queixo.

— Está agindo como se a casa fosse assombrada, ou amaldiçoada.

O sr. Pinkney não disse nada, olhando as pesadas portas duplas de madeira, como se fossem a entrada de uma caverna. Que bobagem, pensou Vanessa, erguendo a aldrava de bronze para bater na porta.

Era a cabeça de um dragão. Bem, sr. Efron, se queria manter as pessoas longe daqui, tem feito um bom trabalho. Ela bateu e esperou.

Imediatamente ouviu-se uma voz, soando no interfone à direita da porta.

— Entre.

A voz era profunda, um tanto rouca, e sem querer, Vanessa estremeceu, invadida por um sentimento de apreensão.

sábado, 9 de outubro de 2010

CAPÍTULO I

Vanessa Hudgens ergueu o olhar para o castelo de pedras cinzentas e imaginou o que encontraria lá dentro. O príncipe encantado ou o dragão?

O dragão provavelmente, imaginou, se fossem verdadeiros os boatos que ouvira do pessoal da cidade, na viagem de balsa até a linda ilha. Será que Zachary Efron sabia como era temido? Pensou, observando as pedras enormes e as janelas em arco, enquanto o táxi entrava no caminho que conduzia à entrada. A enorme estrutura tinha até ameias, além da torre principal.

Vanessa via apenas solidão por toda parte.

— Senhora... — disse o motorista, ao parar em frente da casa enorme. — Tem certeza de que é este o lugar aonde quer ir?

Por que todos na ilha perguntavam a mesma coisa, como se estivesse indo para a forca? Efron era apenas um homem, nada mais.

— Sim, tenho certeza, sr. Pinkney — respondeu, sem olhar para o motorista de meia-idade.

— O sr. Efron não é um tipo simpático, como deve saber.

— Não é de admirar, já que todos agem como. se ele fosse capaz de morder, não acha? — Dessa vez ela fitou-o diretamente, erguendo uma sobrancelha.

O homem corou e então olhou novamente para a casa.

— Os boatos devem ter algum fundamento — resmungou, saindo do carro para pegar a bagagem de Vanessa.

Ela também saiu do carro e acompanhou-o, subindo os degraus da entrada.

Como uma serva do rei, havia sido contratada para ajudar a filha de quatro anos de Zachary Efron a acostumar-se a viver ali. A morar com um homem recluso, que vivia trancado num castelo, longe de qualquer contato humano. Pelo jeito, teria um bocado de trabalho, já que, de acordo com os boatos, ninguém pusera os pés na casa, além dos entregadores, nos últimos quatro anos. Vanessa sentiu pena da garotinha, que acabara de perder a mãe e tinha sido afastada do pai. Vanessa estava ali para conhecer o local, antes de a menina chegar.

[FIC] A Bela e a Fera

Titulo: A Bela e a Fera.

Autora: Amy J. Fetzer

Adaptadora: Rebeca.

Shipper: Vanessa/Zachary

Gênero: Romance

Classificação: NC-15

Sinopse:.

ELA SE APAIXONOU POR UM HOMEM CUJO
ROSTO NÃO PODIA VER...


Vanessa Hudgens foi contratada para trabalhar como babá da filha de Zachary Efron. Os rumores sobre aquele homem que vivia em reclusão não assustaram Vanessa... Sua experiência como vencedora de concursos de beleza ensinara-lhe que o verdadeiro valor de uma pessoa não estava na aparência exterior. Mas o coração de Zachary estava tão despedaçado quanto seu rosto...

Para Zachary, a linda e doce Vanessa era uma tentação e uma tortura, e ela não tinha medo dele... Ao contrário, insistia para que ele saísse de seu esconderijo e vivesse uma vida normal. E Zachary sabia que estava apaixonado... tanto quanto Vanessa acreditava estar. Mas o que aconteceria... quando ela visse seu rosto?.